SEPARAÇÃO





LONGE DE MIM, LONGE DO MUNDO





«Tínhamos tudo para ter dado certo.»

«Para me ter abandonado, terá de haver algo de errado em mim.»

«Não sei como fui capaz de chegar ao ponto de
não saber quem era.»

«Eu estava a morrer. Será normal, após uma separação, sentir tanta felicidade?»






Receber gratuitamente a ordem de marcha, fazer-se de novo à estrada, carregar o peso da dor, da amargura, com um rosário infindável de interrogações sem respostas, recomeçar tudo aparentemente do nada - requer FORÇA.


Vencer o marasmo, atravessar o medo, romper a teia de sofrimento de um projeto de vida sem luz ao fundo do túnel, antepor às conveniências a “salvação da alma”, o resgate do elixir da vida: a estrela da esperança; um propósito mobilizador para apontar o norte - exige CORAGEM.


Mas de todas as separações, a mais desconcertante, a mais desafiante, é aquela que nos aprisiona na solidão do nosso próprio afastamento. Como encontrar o porto de abrigo junto de alguém sem poder contar com o próprio abraço, com a própria generosidade, com a própria aceitação? Que gratificação poderá esperar quem delega a responsabilidade da sua felicidade, projeta o ponto arquimediano da sua realização numa almejada alma gémea? Cuidar do “EU” acolher o “TU” e criar o “NÓS” – pede AMOR!






O FEITICEIRO DE OZ” é a história de uma menina, na iminência da adolescência, que anseia escapar à dureza, ao desalento que reina no mundo à sua volta. "Somewhere Over the Rainbow" é o cântico à saudade da inocência perdida, de um lugar onde os problemas simplesmente não existem. Num conto repleto de simbolismo, que permite diversas interpretações, acompanhamos Dorothy na sua caminhada sobre a Estrada do Tijolo Amarelo, o "Caminho Dourado" do autocrescimento. A sua determinação inabalável em encontrar o feiticeiro e a compaixão dedicada àqueles que com ela se cruzam, valem-lhe rapidamente a companhia de um pequeno grupo de seguidores entusiastas: o Espantalho que parte em busca de um cérebro; o Homem de Lata que sonha em sentir no seu peito a emoção de um coração e o Leão que está cansado de ser escravo do seu medo.

As dificuldades ao longo do percurso fazem emergir em cada um a qualidade que julgavam não ter: inteligência; motivação e coragem. Os companheiros da menina representam, a meu ver, os seus próprios medos, dúvidas e forças. Seguindo em frente, a menina afirma-se no seu destino e passa a caminhar como MULHER.



Dorothy simboliza para mim o brilho, a alegria, a esperança da “Criança Divina” - a parte mais bela, mais poderosa em nós. A história recorda-nos que não importa quem sejamos, independentemente da nossa condição, circunstância ou limitações, a varinha de condão, a MAGIA em fazer a diferença ESTÁ NAS NOSSAS MÃOS!

           
 Seguindo em frente, a menina afirma-se no seu destino 
e passa a caminhar como
Mulher.



Os companheiros da menina representam, a meu ver, 
os seus próprios medos, dúvidas e forças




Scarecrow (Espantalho)
Look! Here's someone who can help you.

Dorothy
Oh - will you help me? Can you help me?

Glinda (A Bruxa Bondosa)
You don't need to be helped any longer.
You've always had the power to go back to Kansas.

Dorothy
I have?

Scarecrow
Then why didn't you tell her before?

Glinda
Because she wouldn't have believed me.
She had to learn it for herself.



O Feiticeiro de Oz 1939 (Filme)
(Segundo o livro de Lyman Frank Baum, publicado em 1900)
  








SEPARAÇÃO 2


CRESCER
 

É bem conhecida a conflitualidade entre a razão, coração e instinto quando amantes rompem. Enquanto a razão arquiteta a intenção, a desorientação de um coração trespassado pela angústia, lacrimoso, aliada ao ímpeto de retaliação da parte mais antiga, animalesca em nós, baralham a concretização profícua de um processo de separação, conduzindo, não raramente, a atuações prejudiciais e incompreensíveis para o próprio ator.


Inseguranças aparentemente ultrapassadas e feridas esquecidas regressam em força para invadirem o presente e assombrarem o futuro. Perante a mudança que se impõe, na sequência de uma rutura, sobre tudo quando o fim da relação é imposto de alguma maneira, o impacto adverso da presença de crenças limitadoras torna-se especialmente notório.


Seguem alguns dos bloqueadores mais frequentes:

"Sou demasiado...para alguém se interessar por mim."
"Há algo de profundamente errado em mim."
"Não há nada que eu possa fazer."
“Está tudo errado em mim.”

"Nasci para sofrer. Nunca serei feliz."
"É a minha sina atrair pessoas que só me afundam."
"Sonhos só servem para queimar as asas."

"Não consigo amar. Tenho medo de ser preterido."


 


A HIPNOSE, que constitui um estado de consciência e de aprendizagem alargada, é possível graças à faculdade natural de viajarmos nas diferentes profundidades da nossa consciência. Um estudante pode simular interesse durante uma aula, através de um olhar aparentemente atento, enquanto se evade mentalmente por qualquer razão. Numa outra ocasião o reencontro com um companheiro de infância pode despoletar uma avalanche de memórias longínquas, que estavam tão recuadas até à aparente inexistência.

A vivência de uma paixão avassaladora, assim como de outras experiências emocionalmente intensas, originam estados alterados de consciência significativos. Os enamorados redescobrem o paraíso, caminham sobre as nuvens e sentem uma fraternidade universal. A dor, o luto também alteram significativamente a forma de percecionarmos o mundo, originando estados de dissociação face ao presente, que remetem a alma para os labirintos da mente.

Este fenómeno natural de transe, que pode ser mais ou menos envolvente, constitui a base da hipnose, induzida pelo terapeuta ou autossugestionada – a auto-hipnose. Mas o estado de transe natural só por si, quando não dirigido para uma finalidade concreta, dificilmente constituirá uma experiência enriquecedora e libertadora.



Através do recurso a técnicas psicoterapêuticas oriundas das diversas abordagens existentes, que foram adaptadas e enquadradas, e técnicas específicas moldadas pela prática da HIPNOSE CLÍNICA ao longo dos anos, a incursão no mundo interior é guiada em busca do maior proveito para o induzido. Milton Erickson (1901 – 1980), psiquiatra norte-americano, foi incontestavelmente o grande impulsor da hipnose clínica moderna, tendo levado a cabo uma verdadeira revolução nesta área. Os seus trabalhos formam a base de muitos dos princípios e técnicas da PNL - Programação Neurolinguística.



A HIPNOSE CLÍNICA poderá auxiliar em processos de separação, de forma a induzir o protagonista a metamorfosear a dor em crescimento. Apoiar na feitura do luto e na conquista do distanciamento necessário para um reenquadramento dos acontecimentos, de forma a retirar as aprendizagens úteis resultantes dos mesmos.

É fortalecida a autoconfiança através da evocação de conquistas no passado, assim como, através da projeção de uma autoimagem inspiradora no futuro, entre as muitas outras opções à disposição do hipnoterapeuta, cuja combinação é delineada pelos avanços ao longo das sessões.



Uma opção de elevado alcance e de grande ternura é o trabalho com “a Criança Interior”, método desenvolvido por John Bradshaw. O sofredor é conduzido ao encontro da tão desejada serenidade, que buscava nos outros, em si mesmo. A chave está no descobrir, perfilhar e ajudar a crescer a sua criança interior. Enquanto a Criança Interior não se sentir escutada, segura, amada, consolada, ela constituirá uma fonte de embaraço para o adulto que a transporta no seu mundo inconsciente. O adulto só evolui se permitir à criança interior crescer saudavelmente.

Um adulto que ignora a sua Criança Interior carente tenderá a lidar com os desafios de forma inapropriada – insegurança, ansiedade, medo, apatia, ciúme, dependência, rebeldia. A partir de uma certa idade transita para cada um a missão de ser o seu próprio pai ou mãe, atento/a, afetuoso/a.

Amar a si próprio passa pela autoescuta, pelo reconhecimento - o respeito dos seus limites, assim como das suas necessidades, depositar confiança em si mesmo, saber conviver com as suas imperfeições e passa inevitavelmente pela arte da automotivação.






Diga à sua Criança Interior 
que a ama muito
e que lamenta não ter estado atento/a a ela no passado...
Ao resgatar a criança interior está a deixar entrar
a paz e a alegria que procurava. 
Amar-se a si mesmo
e saber gerir as suas "imperfeições",
 é viver o dia-a-dia com menos tensão,


com mais LEVEZA.



Enquanto no deixar de fumar a área é circunscrita, o que permite limitar a terapia a uma única sessão, nas separações estamos em campo aberto, porque a relação com os demais é indissociável da relação que mantemos com nós próprios, com o nosso percurso de vida, com toda a nossa visão do mundo - Weltanschauung. O número de sessões depende de múltiplos fatores. Há quem numa só sessão obtenha o reforço necessário e clareza de ideias para seguir em frente. Outros requerem um acompanhamento por parte do terapeuta continuado, até ao momento em que sentem a energia vital para levantarem voo.






Descobrir, perfilhar e ajudar a crescer a sua Criança Interior.
A Criança Interior é parte integrante do seu bem-estar,
da sua Felicidade.










SEPARAÇÃO 3


RENASCER 

“Dire adieu, c’est mourir un peu”

 


Vivi a minha infância e adolescência em Munique, a 60 Km dos Alpes. Todos os anos, em fevereiro, os primeiros Krokusse (crocus) eram recebidos com espanto e alegria. Estes pequenos e aparentemente frágeis mensageiros anunciam o fim do inverno, a certeza de uma nova primavera e a promessa do tão desejado e longínquo verão. Quando chega a sua altura, nada detém os botões das pétalas delicadas a trilharem vitoriosamente o seu caminho, através da mortalha de neve.

Os ciclos marcam a cadência da nossa vida. O fim remete para o início de um novo capítulo. Saber LARGAR para voltar a PEGAR, para voltar a VOAR e AMAR.






DESPERTE O CROCUS ADORMECIDO EM SI !
Alles Gute - Boa Sorte!
JB




PARA QUE SERVE O
AMOR

(…)
Tudo isso é muito bonito.
Mas quando tudo acaba,
Nada mais resta,
A não ser um enorme desgosto.
(…)

Resumindo, se é que eu entendi:
Sem amor na vida,
Sem essas alegrias, essas mágoas,
Nós vivemos para nada?

É isso mesmo! Olha para mim!
Eu todas as vezes acreditei nisso.
E sempre acreditarei,
Que é para isso que serve o amor!

Mas tu, tu és o último!
Mas tu, tu és o primeiro!
Antes de ti nada havia.
Contigo sinto-me bem!
Eras tu quem eu queria,
Era de ti que eu precisava!
Serás tu quem eu amarei para sempre.
É para isso que serve o amor!

(Edith Piaf e Theo Sarapo)


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