ANTIENVELHECIMENTO

IDADE BIOLÓGICA VERSUS CRONOLÓGICA

  JOVEM MENTE CORPO ALMA



JB Julho 2014


Efeitos Reguladores de Redução de Stress, através de Treino Mental Integrado com AUTO-HIPNOSE, na Secreção de Sulfato de Deidroepiandrosterona (SDHEA) e Cortisol no Plasma: Um Estudo Piloto, Contemporary Hypnosis, Maio 2006, Vol. 23(3):101-11024. De: Johansson B, Uneståhl Lars-Eric. 1 Universidade Internacional Escandinava, Suécia, 2 Universidade de Örebro, Suécia.

Este estudo analisou se a AUTO-HIPNOSE pode ou não ser usada para reduzir o Cortisol, hormona relacionada com o Stress e aumentar o Sulfato de Deidroepiandrosterona (SDHEA), a Hormona Antienvelhecimento.  

Doze indivíduos saudáveis foram recrutados e aleatoriamente integrados no grupo de controlo e no grupo de auto-hipnose. Ao grupo de auto-hipnose foi ensinado auto-hipnose e treino mental para redução dos níveis de cortisol e aumentarem os níveis de SDHEA. De seguida, foram instruídos a integrarem essas mesmas técnicas nas suas vidas diárias durante seis meses.

No final do estudo, ficou patente, que o grupo de hipnose tinha aumentado os níveis de SDHEA em 16% e reduzido os níveis de cortisol em 12,3% quando comparado com o grupo de controlo. Constatou-se também, que aqueles que pertenciam ao grupo de hipnose, agora tinham níveis de SDHEA equivalentes a alguém de 5 a 10 anos mais jovem.

Os autores concluem que a prática frequente de um programa de auto-hipnose, vários dias por semana, foi eficaz na mudança da secreção de SDHEA e Cortisol da supra-renal, e pode ter um efeito benéfico na redução do stress , na estabilidade emocional, no desempenho e sobre o estado geral de saúde.



Os autores do estudo destacam os seguintes factos:

  • A secreção de cortisol, produzido pelo córtex supra-renal, dá-se a partir de um estímulo stressante, e é a hormona de stress mais importante e quantitativamente dominante no corpo;
  • O SDHEA tem sido considerado como um marcador para o envelhecimento biológico;

  • A queda das concentrações de SDHEA foram observadas tanto perante o stress mental como psicológico e perante doença física;

  • As baixas concentrações de SHEA no sangue foram correlacionados com várias doenças associadas à idade;

  • Um aumentou de SDHEA no plasma tem sido relacionado com a redução de doenças relacionadas com a idade e alivio nas descargas crónicas de stress.


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Lauren Kessler, professora da Universidade de Oregon, jornalista e escritora, passou um ano a investigar o universo das receitas antienvelhecimento, servindo-se de si própria como cobaia. É dessa experiência que fala no seu livro:  

Counter Clockwise (Sentido Anti-Horário): Meu ano de HIPNOSE, Hormonas, Chocolate Amargo, e outras aventuras no mundo de Antienvelhecimento.
  
Depois de um ano, Kessler alcançou uma melhoria em vários marcadores biológicos do envelhecimento, ou seja, da idade biológica, corroborando estudos que estimam que 70 por cento dos efeitos da idade podem ser causados por fatores que estão sob o nosso controlo. Os remanescentes 30 por cento são de origem genética e estão fora da nossa área de influência.

Kessler lamenta que o movimento antienvelhecimento se concentre quase exclusivamente na tentativa de influenciar o processo de envelhecimento a partir do exterior: "Gastamos tempo infinito com cremes para a cara, quando deveríamos estar obcecados em reduzir o nosso nível de cortisol e tudo aquilo que fazemos, que acelera o envelhecimento de dentro para fora."

Ela fala de pesquisas científicas que identificaram o stress crónico, que afeta os níveis de cortisol, conhecido como hormona do stress, como sendo uma das principais causas do envelhecimento, ao originar distúrbios físicos associados ao processo de envelhecimento.

As investigações em psiconeuroimunologia (estuda as relações entre os stressores psicossociais (separação, morte de um ente querido, desemprego, excesso de solicitações no trabalho, atitudes hostis, etc.), as emoções e os sistemas neuroimunológicos que organizam a resposta adaptativa ao stress. A hipótese base deste modelo é que os stressores psicossociais diminuem a eficiência do sistema imunológico o que leva ao aumento de sintomas médicos. Ou seja, os estados emocionais são desencadeadores, por si só, de uma série de alterações bioquímicas no organismo que afetam diretamente as nossas condições imunológicas.) sugerem que aqueles que se percecionam como envelhecidos, debilitados, incapazes, estarão menos propensos a fazer o que quer que seja para mudar essa situação. Por outras palavras, a sua atitude derrotista, terá um impacto adverso sobre os processos biológicos do seu corpo e consequentemente sobre o peso da sua IDADE BIOLÓGICA.

Depois de ter vivido, durante um ano, o seu projeto de pesquisa como sua própria cobaia, afirma sentir-se mais jovem, mais capaz e mais saudável do que seria de esperar de acordo com a sua IDADE CRONOLÓGICA e, prescreve para uma longevidade com vitalidade e alegria, o manter-se em movimento, tanto físico como mental, uma combinação de HIPNOSE, para manter-se focado, motivado e acreditar que é tão jovem como diz a si mesmo que é, atividades e exercícios físicos e uma alimentação saudável para controlar os níveis de cortisol no corpo.

Kessler conclui: ”A chave para se tornar mais jovem é a própria atitude perante a vida, manter um senso de curiosidade, buscar desafios e assumir riscos. É isto o que nos mantêm jovens.”



2013
Extrato:


Chapter 12, “Thinking Young” from
COUNTERCLOCKWISE
My Year of Hypnosis, Hormones, Dark Chocolate,
and other adventures in the world of anti-aging
Lauren Kessler

Old Oldie was what everyone called her. She was my mother’s great grandmother. Her bedroom was up in the attic of the big house, and every morning for as long as anyone could remember, she would wake before dawn, braid her long white hair, coil the braids around her head and walk down three flights of stairs to the kitchen where she would bake biscuits or rolls or quick bread for breakfast. That’s how the rest of the family awakened, to that sweet, yeasty smell. Then one morning, there was no sweet, yeasty smell. Someone climbed the three flights of stairs to her room to see what was going on. She was there, in bed, hair fanned out on the pillow, eyes closed. She had died in her sleep. She was 97. Or 102. It depended on who was telling the story.

This afternoon I am telling the story, sprawled on an oversized, pillowy recliner in Rosemarie Eisenberg’s cozy office. Rosemarie is a certified hypnotist and Guided Interactive Imagery practitioner who uses deep relaxation, creative visualization and hypnosis to get people to stop smoking or prepare to do battle with an illness or conquer a fear. I am here to have Rosemarie hypnotize me to “think young.”

I’d been doing a lot of reading in the “you are what you think you are” literature, and I wanted to explore the idea that mindset — that is, what you think you are — might exert a discernible influence on who you are, or become, biologically. What, if anything, would happen if Rosemarie planted the suggestion – which is what she says hypnotism really is –of a youthful mindset? Would I feel younger? Would I be younger? This isn’t as far-fetched as it may sound.

The idea that we can think ourselves young, that our minds could instigate changes in our bodies, is what Ellen Langer calls “the psychology of the possible” and what others have called the “biology of hope” or the “biology of belief.” Langer is my new hero, a brilliant Harvard psychologist who, for the past thirty-five years, has been designing ingenious social experiments to test the general hypothesis that our beliefs might be one of the most important determinants of health and longevity. Over the long course of that research, she has come to believe what yogis have known for centuries, what holistic and mind-body practitioners have been saying for decades (but without her good data): If one’s mindset is altered, one’s body will change accordingly.” What you think is what you become.

There’s a concept called “cueing” or “priming.” The idea is that you get cues from your physical environment that prime your feelings, your expectations and, often your behaviors. Once primed, the body responds accordingly. So if you are cued “old,” your body acts older. It becomes older. If you are cued “young,” the opposite might happen.

Ellen Langer conducted a rightfully famous experiment in1988 when she transported a group of old men to a carefully designed and controlled retreat where they were surrounded by cues to their younger years: magazines, newspapers, TV, radio, music. They were instructed to talk only about “current” events (from the 1950s), speak only in the present tense, to basically play-act that they were living their forty-year-ago lives. The men were subjected to a number of physical and mental tests before and after. The results blew me away. After their week of Living Young – no special diet or exercise, no counseling or advice — the men showed marked improvement in: physical strength, manual dexterity, posture, gait, memory, taste sensitivity, hearing and vision. Yes: They got younger.

I’m ready to do the same. That’s why I’m sitting here in the oversized pillowy recliner in Rosemarie’s office. I had been prepared for her to ask me about my younger self. I thought, under hypnosis, I’d maybe experience this younger self, like those old guys at Langer’s Living Young retreat, and awaken from my trance with my clock ticking backward. But Rosemarie, who’s been in this business for more than twenty-five years, has other ideas. She smiles and says let’s get started. I lean back to an almost horizontal position, put on a pair of noise canceling headphones and give myself over to her soft, lyrical voice. She asks me to imagine a deeply restful, safe place and asks me to go there. I’m trying, but all I can think of is whether I remembered to set my cell on vibrate and how I am going to write about this experience later if I zone out while actually experiencing it. But the big soft recliner, the heat of the room, her voice, the way she cues my breathing, all…do something. My monkey-mind keeps chattering, but now it’s a distant voice I can barely hear. My breathing gets slower and deeper, and after a while I am just, well, floating: peaceful, relaxed, not exactly in the room any more but very much aware of everything.

Rosemarie asks me to call up a strong, wise person, someone I respect and can talk to, someone, she says, “who might have something to say to you.” That’s when Old Oldie comes into view, a woman I have never met nor even seen a photograph of. And that’s when I tell Rosemarie the Old Oldie story.

Rosemarie wonders if there’s anything I want to ask Old Oldie. Of course there is! How did you stay so healthy? How did you manage to live so long? Were you happy when you were very old?
“I didn’t think much about my age,” Old Oldie says. “I just got up every morning and lived.” When I say “she says,” I don’t mean some conjured apparition speaks to me. It’s more like the words suddenly pop into my head, but I know they’re not my words. Then she says, “There was always something new every day.” I tell Rosemarie this, and as soon as I say it, I realize what she’s is up to. Rosemarie not interested in me accessing my younger self. (What does that kid know anyway?)
She’s setting me up to learn about aging from someone who’s done it with resounding success. 


http://scholar.harvard.edu/langer/home