segunda-feira, 9 de novembro de 2015

PICASSO - A ARTE DE TRANSCENDER AS LIMITAÇÕES DA RAZÃO

Picasso e Françoise Gilot, 1952



Os olhos de Picasso 
(25.10.1881 - 8.4.1973)

Picasso:



“Tudo tem de estar na escuridão, com exceção das telas, de forma a o pintor ficar hipnotizado pelo seu próprio trabalho, e pinta quase como se estivesse sobre transe.”


“Ele terá de permanecer em contacto com o seu mundo interior se quer transcender as limitações que a sua razão incessantemente lhe tenta impor."

Pablo Picasso - Le Visage de la Paix


Françoise Gilot, musa e mãe de dois filhos do artista, e que viveu com Picasso 11 anos, faz a seguinte descrição sobre este assunto no livro “A Minha Vida com Picasso”: 

Quando a luz do dia começava a desvanecer sobre as telas, ele acendia dois focos e tudo menos as superfícies das pinturas mergulhavam nas sombras. 

Ele ficava em frente às telas durante 3 ou 4 horas seguidas. Durante todo esse tempo permanecia quase estático. Eu perguntava-lhe se não ficava exausto de ficar parado num ponto durante tanto tempo. Ele abanava a cabeça e dizia: 


“Não. É por isso que os pintores vivem tanto tempo.

Enquanto trabalho deixo o meu corpo do lado fora da porta,
da mesma forma que os muçulmanos descalçam os sapatos antes de entrarem na mesquita.” 

Estamos perante Fenómenos Hipnóticos :

  1. Distorção do tempo  (Perceção dilatada ou acelerada do tempo)
  2. Catalepsia (Permanecer perfeitamente imóvel sem manifestar desconforto é uma manifestação possível de um transe médio);
  3. Dissociação da mente do corpo (Sensação de separação da mente do corpo pode ocorrer durante um transe médio).