quinta-feira, 26 de novembro de 2015

EXPERIÊNCIAS FORA DO CORPO
























Durante as sessões de Hipnose é possível observar fenómenos que costumam ser atribuídos à competência da Parapsicologia. Segundo a Parapsychology Association, tem-se verificado que a Hipnose é uma condição favorável para a ocorrência de muitas formas de percepção extrassensorial. A associação afirma que pessoas hipnotizadas tendem a ter um melhor desempenho em testes laboratoriais de clarividência, telepatia e precognição. Contudo, a bem de não se recair em imponderações científicas, é preciso cautela a respeito, pois muitos casos que são referidos como manifestações parapsicológicas são, em realidade, manifestações ou expressões de estados alterados da consciência.

Estes fenómenos podem ser provocados e treinados por sugestão. Há quem experiencie, sobre Hipnose, a sensação de flutuar fora do próprio corpo e de deslocar-se a outros lugares.



A Parapsicologia lida com o potencial desconhecido da mente humana. É apelidada de pseudociência por ausência de prova dos resultados das investigações segundo o método científico. Dedica-se à pesquisa científica de supostos fenómenos paranormais e psíquicos, como telepatia, precognição, retrocognição, clarividência, telecinésia, projeção da consciência, experiências de quase morte, reencarnação, mediunidade, entre outros. Até hoje, não há forma inequívoca de provar tais fenómenos, o que não exclui a existência dos mesmos.





Manuel Domingos
Neuropsicólogo, doutorado em psicologia,
professor e investigador em neuropsicologia e estudos da consciência,
coordenador da unidade de neuropsicologia do centro hospitalar psiquiátrico de Lisboa.



PREFÁCIO
Por Mário Simões
(Professor Agregado de Psiquiatria e de Ciências da Consciência da 
Faculdade de Medicina de Lisboa)

Recordo-me da primeira vez que ouvi falar das Experiências de Quase-Morte (EQM). Encontrava-me em Cambridge, no ano de 1992, numa conferência do Scientific and Medical Network. Peter Fenwick (neuropsiquiatra e neurofisiologista) apresentava os seus estudos sobre as EQM. Fiquei impressionado pela quantidade de dados que atestavam vários aspectos e que o decorrer do tempo só veio sedimentar: 1. Que o cérebro humano não funciona durante uma paragem cardíaca 2. Que a mente e a consciência podem continuar a funcionar durante aquele período 3. Que independentemente da etnia, local geográfico, dados epidemiológicos, idade, sexo ou época temporal as descrições de EQM, eram, na sua essência, sempre as mesmas.

Nessa sequência, interessei-me pelo tema e não só vim a publicar um artigo de revisão sobre o tema como comecei a recolher casos que surgiam na minha consulta, participei em mesas redondas (uma delas, televisiva, com Cardoso Pires) e entusiasmado com as possibilidades da hipnose clínica, idealizei um workshop sob hipnose, em que seria possível “vivenciar a sua morte”, melhor, uma EQM. Nestas vivências, em estado modificado de consciência, a realidade é a decorrente do estado e os sujeitos sentiram a realidade da EQM de tal modo que muitos se sentiram “zangados por os trazer de volta”, tal era o bem-estar que experienciaram.

Parece, pois, que explicações remetendo apenas para explicações reducionistas das EQM, como sendo o resultado de alterações físicas e químicas do cérebro, não é suficiente, a menos que se admita que a auto-sugestão (a hipnose é auto-hipnose) é susceptível de promover aquelas alterações. (...)






José Miguel Gaona Cartolano 
nasceu em Bruxelas. Licenciado em Medicina com distinção, 
especializou-se em Psiquiatria.



AL OUTRO LADO DEL TÚNEL (Título Original), 2012 

Una luz intensa, sensación de paz, salir del propio cuerpo... Muchas personas relatan experiencias cercanas a la muerte, pero ¿realmente eso significa que están llegando al más allá o son simples alucinaciones que pueden explicarse de manera científica? 

Desde un punto de vista neurofisiológico y de forma muy divulgativa, el psiquiatra José Miguel Gaona explica todo lo que se sabe sobre las experiencias cercanas a la muerte (ECM), las experiencias extracorpóreas (EEC) y los límites que existen entre la vida y lo que viene a continuación. ¿Por qué hay numerosos testimonios de personas –creyentes y no creyentes– que ven una luz blanca durante intervenciones quirúrgicas, accidentes u otras situaciones límite? ¿Cómo es posible que haya gente que vea lo que pasa a su alrededor mientras está completamente anestesiada? ¿Qué hay de cierto respecto a las presencias que pueden sentirse? ¿Sabías que se pueden percibir ECM mediante hipnosis? Conoce las respuestas a estas cuestiones y muchas más en este interesantísimo ensayo del doctor Gaona, que demuestra que somos algo más que un simple cuerpo.




AL OUTRO LADO DEL TÚNEL - XXII TÉCNICAS PARA ACERCARSE A UNA ECM

INDUCCIÓN HIPNÓTICA 

El psicólogo Raymond Babb tuvo, en 1989, la idea de intentar reproducir las ECM mediante procesos hipnóticos. Para ello, durante un curso al que denominó «La psicología del crecimiento personal», propuso a los alumnos sufrir una ECM mediante inducción hipnótica. El principal temor que observó en los alumnos fue, curiosamente, el de morir de verdad durante el intento. Sin embargo, el experimentador, después de aclarar los límites de la hipnosis e incluso de las muertes por vudú, decidió intentar acercarse hasta la luz, a ser posible sin ninguna consecuencia negativa.



O maior estudo já realizado sobre o tema foi liderado pelo médico intensivista britânico Sam Parnia e efetuado entre 2008 e 2014, período em que Parnia e outros cientistas da Universidade de Southampton examinaram mais de duas mil pessoas que sofreram paragem cardíacas em 15 hospitais no Reino Unido, Estados Unidos e Áustria. O estudo concluiu que pode haver consciência após o óbito biológico, depois do cérebro ter deixado de funcionar.


Therapeutic Utilization of Spontaneous Out-of-Body Experiences in Hypnotherapy
Joseph Meyerson; Marc Gelkopf; American Journal of Psychotherapy; 2004; 58, 1; Health Module pg. 90

Abstract
An out-of-body experience (OBE) is a unique dissociative event in which the person feels separated from his/her body. Studies and anecdotal reports have observed that this experience tends to appear spontaneously in stressful and hypnogogic situations. It often contributes to the person's later having a new perspective of himself and his conception of the world, and may influence his functioning and behavior

Despite its potential as a powerful therapeutic lever in hypnotherapy, little has been written about applying OBE in this milieu. The current article describes three individuals who were contending with different therapeutic issues (i.e., symbiotic involvement, somatization, and cessation of therapy) for whom spontaneous OBE was used therapeutically during hypnotherapy and proved to significantly advance the therapeutic processes.


In accordance with the literature, and as observed in the presented cases, we have found that the OBE experience tends to appear in dissociative and highly suggestible subjects. Furthermore OBE may help those patients to cope with strongly anxiety-loaded issues that arise in therapy and may function, through the "body-self" detachment experience, as a therapeutic metaphor for promoting complex separational processes. In view of the cases described, a spontaneous OBE appearing in hypnotherapy is proposed as an effective therapeutic resource.