quinta-feira, 24 de outubro de 2013

Vidas Passadas



 PETER RAMSTER - GWEN MCDONALD

O psicólogo e hipnoterapeuta australiano Peter Ramster produziu em 1983 um documentário em que quatro mulheres de Sydney, que nunca tinham saído da Austrália, detalharam, sob hipnose, suas vidas passadas. Em seguida, acompanhadas por câmaras de televisão e testemunhas independentes, viajaram até ao outro lado do mundo.

Uma das participantes
, Gwen MacDonald, uma cética inflexível antes da sua regressão, foi levada para Somerset, Inglaterra, onde teria vivido entre 1765-1782, como Rose Duncan. 

As sessões, que foram filmadas, duraram meses. Gwen revela muitos detalhes sobre várias vidas passadas, que atravessam vários séculos, continentes e culturas. Ela recorda-se, em particular, da vida de uma mulher que vivia na Inglaterra durante a década de 1770, descreve um local impossível de ser localizado num mapa atual. Peter Ramster fez várias pesquisas e acabou por descobrir este lugar num mapa do século 18.

Muitos factos sobre a sua vida
em Somerset que seriam impossíveis de obter através de um livro, foram confirmados, perante testemunhas e por historiadores locais. Todo o desenrolar do caso foi testemunhado pelo historiador, arqueólogo e linguista Dr. Arthur Basil Cottle da Universidade de Bristol (1917-1994), cujo percurso não tinha referências à hipnose, ou supostas vidas passadas.

  • Gwen foi capaz de apontar, corretamente, a direção de três aldeias que conhecia;
  • Soube dirigir a equipe de filmagem, ao escolher os melhores percursos, superando a eficácia dos mapas;
  • Conhecia a localização de uma cascata e o local de passagem, constituído por pedras, que tinham sido removidas 40 anos atrás, segundo os habitantes;
  • Identificou um cruzamento onde afirmava ter havido cinco casas. Investigações provaram a veracidade dessa afirmação e que as casas tinham sido deitadas a baixo trinta anos antes e que uma delas tinha sido a ‘casa da sidra’ precisamente como ela dissera;
  • Conhecia nomes de aldeias de há duzentos anos, embora as mesmas não constassem nos mapas ou aparecessem sobre nomes alterados;
  • Foi comprovada a existência das pessoas que ela disse ter conhecido. Uma delas teria pertencido ao regimento que ela indicou.
  • Conhecia, em detalhe, lendas locais que os historiadores de Somerset confirmaram serem verdadeiras;
  • Utilizou, corretamente, palavras obscuras do oeste da região, que já não constam nos dicionários, tal como ‘tallet’, que significa ‘loft’ (águas furtadas).
  • Sabia que a povoação local era chamada de Abadia de Glastonbury de São Miguel – facto que só foi possível confirmar através de um livro desconhecido com mais de 200 anos, não existente na Austrália;
  • Em Sydney, Gwen foi capaz de desenhar o interior da sua casa em Glastonbury, o que correspondeu em absoluto;
  • Soube conduzir a equipa de filmagem diretamente para o que é agora o ‘pátio dos frangos’. Ninguém sabia o que estava no chão até que o limparem. Contudo, no chão, puderam encontrar a pedra que ela tinha descrito em Sydney;
  • Os locais vinham todas as noites para lhe fazer perguntas sobre a história da região – ela respondia corretamente a todas as perguntas tal como a de um grande atoleiro – onde se perdia gado.





Oito anos após a viagem,
Gwen Macdonald morre na sequência de um tumor no cérebro, levando consigo as lembranças de muitas vidas.





Vídeo atual de Peter Ramster a partilhar o seu trabalho, que deu origem ao documentário televisivo de 1983. Nesta gravação Ramster recorda um outro caso - Cynthia Craven.





Peter Ramster
In Search of Lives Past
Publisher: Somerset Films & Pub (June 1992)