segunda-feira, 28 de outubro de 2013

Adrenalina - Cortisol - Ansiedade - Depressão - Burnout






























O mecanismo do stress depende de duas hormonas-chave: adrenalina e cortisol. Embora ambas tenham a mesma origem, as glândulas adrenais (ou supra-renais), diferem pelas razões que seguem:

  • Adrenalina tem uma atuação de curta duração, enquanto a presença do cortisol é gradual e de permanência prolongada;
  • Adrenalina é um neurotransmissor (Tem como função transportar os impulsos nervosos ao longo da cadeia de neurónios até à célula-alvo, o que lhe confere a sua natureza eletroquímica), é uma hormona pertencente às catecolaminas, enquanto que o cortisol é uma hormona corticosteróide da 
    família dos esteróides.  
Uma das formas possíveis de ativação do sistema de stress decorre da perceção real ou imaginária por parte do cérebro de qualquer tipo de ameaça. Numa primeira fase, este estimula a libertação de adrenalina na corrente sanguínea para preparar o corpo para a ação. Como resultado, o coração acelera os batimentos cardíacos, e começa a suar, a respiração torna-se superficial, e os sentidos ficam mais atentos, em estado de alerta. Esta é a chamada resposta de luta ou fuga perante um evento de perigo, resposta que foi vital e bastante adequada durante a maior parte da nossa evolução , quando esses eventos eram bastante circunscritos e geralmente de curto prazo: escapar a um leão, a um inimigo ou rival.

Os problemas com o stresse crónico, que pode originar perturbações de ansiedade, e até depressões, surgem porque nas sociedades modernas não podemos escapar facilmente aos estímulos que acionam o stress, sejam eles um chefe arrogante, a escassez de tempo para a concretização de múltiplas tarefas impostas, ou um simples engarrafamento na hora de ponta. Apesar de todos os avanços civilizacionais, nos aspetos mais elementares continuamos a ser primatas, e, consequentemente, fatores como o status social também desempenham um papel importante como fonte de stress.

CLIQUE NA IMAGEM PARA
Crónica de Gabriel Leite  Mota
http://p3.publico.pt/actualidade/sociedade/9524/igreja-universal-do-consumismo-e-do-trabalho-desenfreado

Vale a pena fazer uma autoanálise:
Qual o peso da IUCTD na sua agenda, nas suas Prioridades?
Qual o seu grau de Satisfação?
Don't get Burnout - Leave the Box!



O Efeito “Rush & Crash” da Adrenalina
(Rush corresponde à reação “luta ou fuga” e o Crash à sensação de exaustão que tem como finalidade a recuperação física.)



O aumento inicial de adrenalina até pode fazer com que se sinta bem. Assim que os níveis de adrenalina começam a baixar, por compensação, aumenta a quantidade de cortisol que flui nas suas veias. O cortisol tem uma permanência no organismo muito superior à da adrenalina. Embora o aumento da concentração de cortisol seja lento, uma vez atingido o pique, demora igualmente a diminuir para o nível anterior ao acontecimento stressante.

Se estiver continuamente a desenvolver atividades que requerem adrenalina, os seus níveis de cortisol vão manter-se elevados durante grande parte do tempo.

Curiosamente, é na fase em que o cortisol aumenta e assistimos a uma queda da adrenalina, na transição para um estado de descompressão, que surgem os efeitos colaterais desagradáveis das hormonas do stress. Sentir-se-á desconfortável, ansioso, fustigado por pensamentos negativos, enquanto sobre efeito de níveis elevados de adrenalina o indivíduo até poder-se-á sentir bem, energético, capaz, confiante, e até experimentar sensações de prazer, de “pura adrenalina”.

A presença de níveis elevados de cortisol no sangue tem um outro efeito colateral desagradável: o tempo de recuperação de um surto de adrenalina dilata-se.


Imagine que sistematicamente vai para além dos seus limites, e que na sequência da elevada concentração de hormonas do stress na sua circulação sanguínea o seu cérebro se vê privado de recuperar. Naturalmente, sentir-se-ia cada vez mais inseguro em gerir adequadamente as múltiplas exigências. As quebras a nível do desempenho profissional tornar-se-iam mais e mais frequentes, assim como uma diminuição da capacidade de resposta perante as solicitações oriundas das suas relações afetivas. Este quadro, por sua vez, iria acelerar, segundo a dinâmica própria dos ciclos viciosos, mais e mais a transição para um estado generalizado de ansiedade, cansaço e sentimento de impotência.


Fique atento aos sinais do seu corpo, não os tente silenciar. Respeite os seus limites e terá, certamente, melhores resultados.


A auto-hipnose é um excelente recurso para libertar-se diariamente das tensões nervosas desnecessárias acumuladas, e atravessar ileso a corrente de desafios que a cada momento se apresenta, prevenir estados extremos, dolorosos e incapacitantes, como ataques de pânico ou depressões.



"E agora … continuando a flutuar … quero que saiba … que uma das melhores coisas da hipnose … é que neste estado de transe … pode fazer o que quiser, é verdade é livre, as suas ideias são livres … como num sonho bom … pode ir onde quiser … flutuando … a qualquer sítio .. a qualquer situação que queira … e pode progressivamente experimentar … qualquer sensação agradável que queira … todas elas lhe pertencem … pode mesmo …voltar a trás no tempo … a uma memória agradável … recue no tempo … até um momento bom … que há muito tempo não recordava … para poder … gozar essa experiência … mais uma vez … com todas as sensações e emoções experimentadas então …"


La jetée - Chris Marker - França 1962

































 TENHO EM MIM TODOS OS SONHOS DO MUNDO

Fernando Pessoa